25.8.05

Jornais de Papel

Havia, num tempo.
E as pessoas paravam para ler. E as pessoas liam. E as pessoas passavam.

***

Armando mandou Amanda amar Amado. Amanda amou, amou e amou. Amado aproveitou o sentir-se amado, como nunca havia antes. Amanda amou: cuidava, ouvia, conversava.
Na cama eram um só. Não só na cama.
Na mesa eram dois pratos.
No banho, um chuveiro.
Quando Armando voltou da América, Amanda não quis saber mais dele.

8 comentários:

Abner Targino Francini disse...

que não estava na história.

Drummond.

Luna disse...

Edison amei essa amanda amar o amado assim e ir amando amando amando até ficar com ninguém...muito boa a versão drummoniamanda. Beijos da Lilica Luna

Jacy disse...

hj não tem post?

adorei a do jornal...

grzl disse...

o amor é eterno enquanto dura, não é?
um abraço
graziela

Ana Eloisa disse...

Amanda aliterou ou foi aliterada?

parla marieta disse...

Amanda que amava Armando que foi pra América e ficou sem ninguém.
E eu?
Não fui pra América e não querem mais saber de mim também.
tatuei.

adrivbastos disse...

amei amar esta armação. parabéns! pelo dito e pelo niver. adrivbastos

Dayse disse...

AMOOOOOOOOO teus poeminhas cheíssimos de inspiração e graça.

Abração