9.2.10
8.2.10
Para começar a semana
"Não é mais o escritor que está em processo de extinção, mas sim o leitor que anda por demais fugidio. O que poderá fazer o escritor sem o leitor, que é seu cúmplice?"Lygia de Azevedo Fagundes Telles (1923- )
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frase
7.2.10
6.2.10
5.2.10
4.2.10
Instante da estante
MORAES, Vinicius de. O melhor de Vinicius de Moraes. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
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livro
Ensaio para não sonhar
Escorre pelas mãos tudo aquilo que não escorrega das mãos:
arranhões
amanhãs
erros
berros
textos ateus à-toa, à-toa.
O que sobra, soçobra, é um pedaço amassado de mim:
ferido
arisco
monobloco
troglodita
restos degringolados de uma rima.
As invenções, se boas, são por acaso.
arranhões
amanhãs
erros
berros
textos ateus à-toa, à-toa.
O que sobra, soçobra, é um pedaço amassado de mim:
ferido
arisco
monobloco
troglodita
restos degringolados de uma rima.
As invenções, se boas, são por acaso.
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inquietude
3.2.10
2.2.10
Sonho bom
É tão bonito ver você dormindo ao meu lado que dá vontade de permanecer acordado o tempo todo só para observá-la. Mas aí me lembro que é bem melhor deitar junto, abraçá-la, envolvê-la num sonho que é meu mas também pode ser nosso.
Se for sempre assim, prefiro nem acordar.
Se for sempre assim, prefiro nem acordar.
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interloucuração
1.2.10
Para começar a semana
“Através do enredo, vou tramando as minhas denúncias nos romances e nos contos. Mas sempre disfarçadamente, com uma certa névoa de sombra ou de mistério.”Lygia de Azevedo Fagundes Telles (1923- )
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31.1.10
30.1.10
Porque hoje é sábado
A sociedade brasileira
O rico e o pobre são duas pessoas.
O soldado protege os dois.
O operário trabalha pelos três.
O cidadão paga pelos quatro.
O vagabundo come pelos cinco.
O advogado rouba os seis.
O juiz condena os sete.
O médico mata os oito.
O coveiro enterra os nove.
O diabo leva os dez.
E a mulher engana os onze.
(Nelson Rodrigues)
O rico e o pobre são duas pessoas.
O soldado protege os dois.
O operário trabalha pelos três.
O cidadão paga pelos quatro.
O vagabundo come pelos cinco.
O advogado rouba os seis.
O juiz condena os sete.
O médico mata os oito.
O coveiro enterra os nove.
O diabo leva os dez.
E a mulher engana os onze.
(Nelson Rodrigues)
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poema
29.1.10
28.1.10
Instante da estante
DAPIEVE, Arthur (org.). Antologia Casseta Popular. Rio de Janeiro: Desiderata, 2008.
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livro
27.1.10
26.1.10
À guisa do desabafo
Acho tão inúteis essas chuvas que desabam sobre a cidade grande. Não têm muitas hortas para molhar, nem sequer muitas vidas para adiantar. Só servem para complicar a labuta jornalística. Como se imprimir mais papel fosse resolver -- e não piorar ainda mais -- o problema. Como se o povo estivesse interessado em ler tanta tragédia -- se já não bastasse vivê-las.
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inquietude
25.1.10
Para começar a semana
"Na literatura a gente voa mais, não está preso a uma forma musical, está solto no papel."
Paulo César Francisco Pinheiro (1949- )
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24.1.10
23.1.10
Porque hoje é sábado
A hora do cansaço
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
(Carlos Drummond de Andrade)
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
(Carlos Drummond de Andrade)
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poema
22.1.10
Seção da sessão
É. O meu décimo-oitavo andar não é nada, não é nada.
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filminho
21.1.10
Instante da estante
AZEVEDO, Álvares. Noite na taverna. São Paulo: Publifolha, 1997.
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livro
20.1.10
Link legal
Utilidade pública: você já cadastrou seu número de telefone para parar de receber chamadas de telemarketeiros malas?
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link
19.1.10
3. Reformulação - O "InVerso" - "InVerso" virada do avesso
O caranguejo que completa nosso simpático logo também remete à inversão, desconveniência: enquanto muitos se contentam em seguir adiante e o resto em andar de ré a contragosto, o caranguejo docontra vai de lado. Com toda a convicção de suas oito patinhas.
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inverso
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