17.7.09

Seção da sessão

Tudo o que vem de Dubai me enoja. Artificialismo besta. Consumismo exagerado.

16.7.09

Mensagem

Das singelas dúvidas que nos atormentam na hora do almoço: cardápio roots ou requintado? Voto na opção que consumir menos a minha fortuna, esculpida após anos de labuta diária na imprensa brasileira.

Topam em quantos minutos? Podemos aproveitar o intervalo para apurar mais? Renegaremos nossos princípios éticos, estéticos e religiosos? Destruiremos todas as interrogações nervosas e suas lacunas espaço-temporais? Encontraremos Deus? Sorriremos?

Sem mais para o momento, aguardo pela manifestação dos senhores.

Grato.

Instante da estante

BARRETO, Lima. Crônicas escolhidas. São Paulo: Ática, 1995.

15.7.09

Link legal

Os mais belos locais do mundo ao alcance de seu mouse.
a simplicidade é mais impressionante do que a própria constatação.

Um quadro às quartas

Not interested, 2009
Obra de Ashkahn Shahparnia (1984- )

14.7.09

O tempo de um momento

eu sou um repositório de velhas dúvidas. a maior delas, mais pungente, mais inusitada, é: quanto tempo dura um momento? eu tento, tento e jamais encontro explicação para esse questionamento: quanto tempo dura um momento? quanto tempo dura um momento? o tempo de um nascimento ou o tempo de outro acontecimento? quanto tempo dura um momento? o tempo de um alento ou o tempo de um forte vento?

Vidas, sinais e travessias

Amanhã seu blog completa dois meses de silêncio absoluto. Um tédio, pois não.
Não sei quanto a você, mas eu odeio cobranças criativas. Não sei direito como funciono, então tendo a me irritar com pitacos alheios sobre o processo -- que, muitas vezes, é nula. Portanto, desculpe-me por isto.

No radinho de pilha



"Quero brincar no teu corpo feito bailarina"

2. Jornalismo e Diagramação - A revista atual. Forma, conteúdo e linguagem

Plano de fundo. Sem fundo? Profundo? Capa capada salientada pela cor – sólida, que não caracteriza a revista, é tão mutável quanto suas manchetes, a imagem ou até mesmo parte dela. Imagem que se faz ilustrativa, espaçosa (anseia pela página inteira), submissa (tem todos os outros elementos dispostos em cima dela), muitas formam um cenário completo. Moldura? Padrão! Freqüente em capas como um timbre real. Real?

13.7.09

Twitter

Já faz um tempinho. Mas, a quem não sabe, fica a informação irrelevante: estou no Twitter. Sigam-me os bons, os maus e os neutros.

Para começar a semana

"O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel."

Paul Louis Charles Claudel (1868-1955)

2. Jornalismo e Diagramação - A revista atual. Forma, conteúdo e linguagem

Dois são os olhos. Dois são os pontos. Os pontos do olhar. A entrada do olhar. Manchete e imagem. Imagem e manchete. Ambas agradecem pela atenção dispensada, estão apenas cumprindo sua função. Arrastando olhares em direção a uma infinita gama de signos que vomitam informações das mais diversas em uma capa que não encapa, rotula.

cansada da falta de poesia?

ela está perto, aberta, pronta
para ser lida, vida,
vivida

basta uma coleção de instantes
ou dois olhares
alhures

e a poesia brota, ah,
brotará.

12.7.09

Domingo, foto

Club Homs, 2009
Clique de Tiago Queiroz (1976- )

2. Jornalismo e Diagramação - A revista atual. Forma, conteúdo e linguagem

Revistas inatuais. Capas atuais. Contradições. Capas atualizadas periodicamente são sempre as mesmas. Seguidoras de uma estrutura padronizada. Quatro elementos. Terra, fogo, água e ar? Não! A entrada do olhar, plano de fundo, manchetes, a revista e seu nome. Raras inovações, constantes obediências. Obediências a um 20X26 que se repete, repete, repete... A forma deforma pensamentos a se acostumarem com a mesmice, as rejeições para com o novo são inúmeras: o novo é inviável. Os padrões se tornam crescentes, as mentes, dormentes.

11.7.09

2. Jornalismo e Diagramação - A revista atual. Forma, conteúdo e linguagem

Revista Inatual

A forma (deforma)

Porque hoje é sábado

A criação da xoxota

Sete homens de fino saber,
Criaram a xoxota, como se pode ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro,
Com faca afiada, deu talho certeiro.
Um bom marceneiro, com dedicação,
Fez furo no centro com malho e formão!
Em terceiro, o alfaiate, capaz e moderno,
Forrou com veludo o lado interno.
Um bom caçador, chegando na hora,
Forrou com raposa a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador,
Esfregando um peixe, deu- lhe odor!
Em sexto, o bom padre da igreja daqui,
Benzeu- a dizendo: "É só prá xixí."
Por fim o marujo, zarolho e perneta,
Chupou-a, fodeu-a, e chamou-a...
Buceta!

(Mario Quintana)

10.7.09

Mais-valia

Então, cara, também já tinha pensado nisso, sobre essa coisa de talvez ter ficado "mais marxista" com a paulistanice. Acredito que essa sensação é forte justamente porque aqui, na metrópole-monstra-que-nos-devora-e-rouba-toda-a-mais-valia os contrastes são mais acentuados, o suor é mais íngreme, a dor é mais latente.
Em suma: o marxismo é o mesmo. O concreto (e haja concreto!) é que é infinitamente maior.

Meu livro é uma vida aberta #13

1. Teorias de Base - Poesia, um caso de primeiridade

Neste modelo, a poesia-sensação plena, o amor, o sentimento, faz funcionar os campos límbico e neocórtex. Emoção + razão. Fusão de áreas cerebrais explicando a sensação estranha mas deliciosa que só os grandes leitores de poesia conhecem. Ou conhecemos.

SEIS DE JULHO

Quando risco um item da agenda sinto o prazer do dever cumprido -- ainda que seja mentira.
Pareço uma criança doente que ganha um brinquedo novo. Com se X compensasse Y.

CINCO DE JULHO

Beatles são infinitos.

QUATRO DE JULHO

Tem dias que a vida toda mais parece um filme em inglês sem legendas. Muitos entendem, é claro, mas as informações não são absorvidas com muita naturalidade pelo cérebro, talhado em português. Daí bate o desepsero, a desilusão, o desencontro, o desassossego.

Seção da sessão



A fonte da ponte. Seul.

9.7.09

Instante da estante

MACEDO, Joaquim Manuel de. A moreninha. São Paulo: Moderna, 1994.

Meu livro é uma vida aberta #12

TRÊS DE JULHO

Quando vir a conhecer o colecionador de todos os medos, irei me atrever a vislumbrar os sonhos menos publicáveis. Outra entrevista, o alimento.

DOIS DE JULHO

O que mudou?
Nada.

PRIMEIRO DE JULHO

Declaro inaugurado, neste momento, mais meio ano de acontecimentos desimportantes.