9.2.10

No radinho de pilha



"E a saudade no meu peito"

Link legal

Aprenda uma coisa nova por dia.

8.2.10

Para começar a semana

"Não é mais o escritor que está em processo de extinção, mas sim o leitor que anda por demais fugidio. O que poderá fazer o escritor sem o leitor, que é seu cúmplice?"

7.2.10

Uma biblioteca

Biblioteca da Praia. Sidney, Austrália.

Domingo, foto

Avenida Paulista, 2010
Clique de Hélvio Romero (1958- )

6.2.10

Porque hoje é sábado

Sem título

a noite
me pinga uma estrela no olho
e passa

(Paulo Leminski)

5.2.10

Seção da sessão



Manifesto Comunista em desenho animado.

4.2.10

Instante da estante

MORAES, Vinicius de. O melhor de Vinicius de Moraes. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

Ensaio para não sonhar

Escorre pelas mãos tudo aquilo que não escorrega das mãos:
arranhões
amanhãs
erros
berros
textos ateus à-toa, à-toa.

O que sobra, soçobra, é um pedaço amassado de mim:
ferido
arisco
monobloco
troglodita
restos degringolados de uma rima.

As invenções, se boas, são por acaso.

3.2.10

Um quadro às quartas

Aristide Bruand à bicyclette, 1892
Obra de Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864-1901)

2.2.10

No radinho de pilha



"Apagaram tudo"

Sonho bom

É tão bonito ver você dormindo ao meu lado que dá vontade de permanecer acordado o tempo todo só para observá-la. Mas aí me lembro que é bem melhor deitar junto, abraçá-la, envolvê-la num sonho que é meu mas também pode ser nosso.

Se for sempre assim, prefiro nem acordar.

1.2.10

Para começar a semana

“Através do enredo, vou tramando as minhas denúncias nos romances e nos contos. Mas sempre disfarçadamente, com uma certa névoa de sombra ou de mistério.”

31.1.10

Domingo, foto

Ponte Estaiada, 2010
Clique de Hélvio Romero (1958- )

30.1.10

Porque hoje é sábado

A sociedade brasileira

O rico e o pobre são duas pessoas.
O soldado protege os dois.
O operário trabalha pelos três.
O cidadão paga pelos quatro.
O vagabundo come pelos cinco.
O advogado rouba os seis.
O juiz condena os sete.
O médico mata os oito.
O coveiro enterra os nove.
O diabo leva os dez.
E a mulher engana os onze.

(Nelson Rodrigues)

29.1.10

Seção da sessão



A teoria da diversão.

28.1.10

Instante da estante

DAPIEVE, Arthur (org.). Antologia Casseta Popular. Rio de Janeiro: Desiderata, 2008.

27.1.10

Um quadro às quartas

Justine Dieuhl, 1891
Obra de Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864-1901)

26.1.10

À guisa do desabafo

Acho tão inúteis essas chuvas que desabam sobre a cidade grande. Não têm muitas hortas para molhar, nem sequer muitas vidas para adiantar. Só servem para complicar a labuta jornalística. Como se imprimir mais papel fosse resolver -- e não piorar ainda mais -- o problema. Como se o povo estivesse interessado em ler tanta tragédia -- se já não bastasse vivê-las.

No radinho de pilha



"Não é fácil
Não pensar em você"

25.1.10

Para começar a semana

"Na literatura a gente voa mais, não está preso a uma forma musical, está solto no papel."

Paulo César Francisco Pinheiro (1949- )

24.1.10

Domingo, foto

Galeria Pagé, 2009
Clique de Hélvio Romero (1958- )

23.1.10

Porque hoje é sábado

A hora do cansaço

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

(Carlos Drummond de Andrade)

22.1.10

Seção da sessão



É. O meu décimo-oitavo andar não é nada, não é nada.

Insônia

Porque há palavras que ferem.

21.1.10

Instante da estante

AZEVEDO, Álvares. Noite na taverna. São Paulo: Publifolha, 1997.

20.1.10

Um quadro às quartas

Torino printanière, 1914
Obra de Giorgio de Chirico (1888-1978)

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Utilidade pública: você já cadastrou seu número de telefone para parar de receber chamadas de telemarketeiros malas?

19.1.10

No radinho de pilha



"Tô com sintomas de saudade"

3. Reformulação - O "InVerso" - "InVerso" virada do avesso

O caranguejo que completa nosso simpático logo também remete à inversão, desconveniência: enquanto muitos se contentam em seguir adiante e o resto em andar de ré a contragosto, o caranguejo docontra vai de lado. Com toda a convicção de suas oito patinhas.