Navegabilidade é a palavra-chave, dizem todos os que têm cartas nas mãos.
Eu, que carrego as minhas, de navegação, nas mangas, não posso contestar muito não.
Visual novo no blog velho. Aí à direita tem minha foto-desenho (valeu, Du), uma enquete-quente (participe!) os arquivos todos do cemitério, linques de paradas que costumo ler-ver (calma que ainda vou botar outros) e a famosa nuvem de tags (que aqui são as cinzas dos textos-defunto mesmo). Desta última, aliás, não tente entender a classificação. Nem sei mais como.
Também me rendo ao multimídia. Toda sexta, um filminho. E ainda vou pensar em outras coisinhas periódicas para entreter quem enjoa fácil das letrinhas.
29.2.08
27.2.08
Comentário
É uma danação a qual estamos condenados todos nós, servos da burocracia intransigente. Ninguém fica bem um retrato três por quatro.
Só ela.
Só, ela.
Só ela.
Só, ela.
Quarto de república
Tiro um retrato da parede do meu quarto
Pra depois pregar
Na parede do meu quarto.
Pra depois pregar
Na parede do meu quarto.
26.2.08
Quadro pendurado na parede oposta
fotografia jornal coca-cola
bananas verdes
cola escolar
jornal Genet Buñuel Kiarostami
sabor de cereja Kiarostami
carta carta carta selos agenda de endereços
pães
toalha
caneta papel caderno de poesias
fotografia jornal cola escolar
sabor de banana
cerejas verdes
Abro o caderno e as esperanças
Que estavam fechadas para almoço.
Peraí...
Hoje é domingo - de súbito, me vem a lembrança!
Torno a fechá-los
E vou dormir na sala.
bananas verdes
cola escolar
jornal Genet Buñuel Kiarostami
sabor de cereja Kiarostami
carta carta carta selos agenda de endereços
pães
toalha
caneta papel caderno de poesias
fotografia jornal cola escolar
sabor de banana
cerejas verdes
Abro o caderno e as esperanças
Que estavam fechadas para almoço.
Peraí...
Hoje é domingo - de súbito, me vem a lembrança!
Torno a fechá-los
E vou dormir na sala.
25.2.08
Poemeu
A alma me escorre por entre os dedos
e perco mais uma!
Vermelho: sangue ou primavera?
Gosto de sabê-la amada
embora tenha uma inveja desgraçada.
e perco mais uma!
Vermelho: sangue ou primavera?
Gosto de sabê-la amada
embora tenha uma inveja desgraçada.
23.2.08
Eclipse 2
Cabelos, pêlos, pentelhos:
Meus dedos em seus apelos
Meus suspiros em seus medos.
Cabelos, pêlos, pentelhos:
A vida em cima da cama
A vida dentro do espelho.
(Depois, trêmulos instantes,
Pelos corpos relaxados
Lado-a-lado que foi antes,
A lua espia invejosa!)
Meus dedos em seus apelos
Meus suspiros em seus medos.
Cabelos, pêlos, pentelhos:
A vida em cima da cama
A vida dentro do espelho.
(Depois, trêmulos instantes,
Pelos corpos relaxados
Lado-a-lado que foi antes,
A lua espia invejosa!)
Eclipse
Cabelos, pêlos, pentelhos...
A vida em cima da cama
A vida dentro do espelho.
Pernas pensam feito pinças
Pincelando a doce trama
(Antes fosse uma crença!)
Cheiro ocre, acre cor
Pele a pele, face em face
Inteiro fraque de amor...
Terno traquejo desejo,
Um só beijo a cada cálice
E tudo que mais não vejo.
Cabelos trêmulos pêlos:
Pelos corpos tão afoitos
Prazer aguarda no prelo.
Lumiados pela lua
Etéreas noites e noites
Onde meu é também tua!
A vida em cima da cama
A vida dentro do espelho.
Pernas pensam feito pinças
Pincelando a doce trama
(Antes fosse uma crença!)
Cheiro ocre, acre cor
Pele a pele, face em face
Inteiro fraque de amor...
Terno traquejo desejo,
Um só beijo a cada cálice
E tudo que mais não vejo.
Cabelos trêmulos pêlos:
Pelos corpos tão afoitos
Prazer aguarda no prelo.
Lumiados pela lua
Etéreas noites e noites
Onde meu é também tua!
20.2.08
16.2.08
Leminskaindo
Por um instante
Seria importante libertar o Leminski que mora em mim:
Embebedar-me liricamente de poesia e álcool
E tornar-me perene feito nuvem
(Uma perenidade singular
Que como sonho
Se esfacela no ar
E chove quando a força alcança!)
Mas de anacoreta nefelibata
Converter-me-ia poeta curitibano?
Prefiro tentar notívago sobrevivente
Ser alma que será uma rima, uma lágrima...
Firo tudo o que é concreto
E no meio do éter desperto:
Sofrimento?
Ali se via Alice perdida
Ah, li "Alice no país das maravilhas"
Há ali o coelho que me olha
Desconfiado: Leminski, salvai-me!
Trato tudo como se antes não houvesse-me
Não me haveria?
Seria importante libertar o Leminski que mora em mim:
Embebedar-me liricamente de poesia e álcool
E tornar-me perene feito nuvem
(Uma perenidade singular
Que como sonho
Se esfacela no ar
E chove quando a força alcança!)
Mas de anacoreta nefelibata
Converter-me-ia poeta curitibano?
Prefiro tentar notívago sobrevivente
Ser alma que será uma rima, uma lágrima...
Firo tudo o que é concreto
E no meio do éter desperto:
Sofrimento?
Ali se via Alice perdida
Ah, li "Alice no país das maravilhas"
Há ali o coelho que me olha
Desconfiado: Leminski, salvai-me!
Trato tudo como se antes não houvesse-me
Não me haveria?
11.2.08
sua.real
(da série: delírios)
Certa noite, sonhei que era um terroregoísta com bomba na mão mas não queria gastá-la para matar um bocado de gente. Então, entrei dentro de uma caixa-preta e explodi-me por inteiro. Meus pedaços – miolos estourados, poemas rarefeitos, um dedinho dançante e um pau duro – foram encontrados quinze horas depois por uma equipe especializada de direito ambiental. Enquadrado por um sem-número de artigos (sujar espaço público, etc. etc. etc.), fui punido com dois anos e três meses de cadeia. Paguei fiança e jamais dormi dentro de uma cela.
Desse episódio marcante, nasceu a idéia da sua.real, a primeira e única revista contrajornalística do mundo. Nela, a matéria é surreal e a incoerência é fundamental. Afinal, já não bastasse o mundo e as pessoas ainda têm de ler jornais?
O contrajornalismo é o estágio máximo do colapso da objetividade, da informação, do lide, do número de caracteres, da reportagem, da pauta. E é o maximespaço da liberdade, da expressão, da poesia, da flexível leveza líquida de ser essencial e estético.
Em sua.real a única obrigação é provocar. Para tanto, todos os recursos estilísticos devem ser empregados. Sinestesia, poemas, geometria, filosofia, física, pornografia, zoologia, marxismo, curandeirismo, eis o território dos verdadeiros onívoros culturais. E a regra máxima é a incoerência, a surrealidade, a deturpação imagética e descritiva dos lances.
Contrajornalismo não é ficção, porque nele há um comprometimento com as impressões da realidade. Contrajornalismo não é jornalismo gonzo, porque exige um apuro verbal e um cuidado com cada palavra do texto. Mas o contrajornalismo, posto que abrangente, pode conter ficção, gonzices, realismo fantástico e até umas (moderadas) pitadas de jornalismo de verdade.
Nós três somos a base fundadora desse movimento. Uma tríade feito Santíssima Trindade. Escolhidos, cabem-nos erigir as bases para essa vertente máxima da comunicação, o futuro dos sem-noção no planeta. O ideal é que comecemos agora pois caso a censura seja instituída novamente no Brasil é com a sua.real que iremos debochar da cara de seja-lá-quem-for pensar em mandar nas nossas cabeças-loucas.
Que toda vontade seja cumprida.
Certa noite, sonhei que era um terroregoísta com bomba na mão mas não queria gastá-la para matar um bocado de gente. Então, entrei dentro de uma caixa-preta e explodi-me por inteiro. Meus pedaços – miolos estourados, poemas rarefeitos, um dedinho dançante e um pau duro – foram encontrados quinze horas depois por uma equipe especializada de direito ambiental. Enquadrado por um sem-número de artigos (sujar espaço público, etc. etc. etc.), fui punido com dois anos e três meses de cadeia. Paguei fiança e jamais dormi dentro de uma cela.
Desse episódio marcante, nasceu a idéia da sua.real, a primeira e única revista contrajornalística do mundo. Nela, a matéria é surreal e a incoerência é fundamental. Afinal, já não bastasse o mundo e as pessoas ainda têm de ler jornais?
O contrajornalismo é o estágio máximo do colapso da objetividade, da informação, do lide, do número de caracteres, da reportagem, da pauta. E é o maximespaço da liberdade, da expressão, da poesia, da flexível leveza líquida de ser essencial e estético.
Em sua.real a única obrigação é provocar. Para tanto, todos os recursos estilísticos devem ser empregados. Sinestesia, poemas, geometria, filosofia, física, pornografia, zoologia, marxismo, curandeirismo, eis o território dos verdadeiros onívoros culturais. E a regra máxima é a incoerência, a surrealidade, a deturpação imagética e descritiva dos lances.
Contrajornalismo não é ficção, porque nele há um comprometimento com as impressões da realidade. Contrajornalismo não é jornalismo gonzo, porque exige um apuro verbal e um cuidado com cada palavra do texto. Mas o contrajornalismo, posto que abrangente, pode conter ficção, gonzices, realismo fantástico e até umas (moderadas) pitadas de jornalismo de verdade.
Nós três somos a base fundadora desse movimento. Uma tríade feito Santíssima Trindade. Escolhidos, cabem-nos erigir as bases para essa vertente máxima da comunicação, o futuro dos sem-noção no planeta. O ideal é que comecemos agora pois caso a censura seja instituída novamente no Brasil é com a sua.real que iremos debochar da cara de seja-lá-quem-for pensar em mandar nas nossas cabeças-loucas.
Que toda vontade seja cumprida.
9.2.08
A Lívia
Pelo álibi que alivia
Lívia
fico lívido
mas quem se distancia?
Se no néctar que anuncia
Lívia
fico nítido
onde será que escurecia?
Rimamos menos
quando não
rimos demais
Ou amamos menos
quando não
poemamos mais?
Lívia ali via-
me lívido e
aliviada ria
por mim.
Lívia
fico lívido
mas quem se distancia?
Se no néctar que anuncia
Lívia
fico nítido
onde será que escurecia?
Rimamos menos
quando não
rimos demais
Ou amamos menos
quando não
poemamos mais?
Lívia ali via-
me lívido e
aliviada ria
por mim.
6.2.08
Incunábulo
dentro de mim um abraço se abre
idiota inédito
em bustrofédon.
fico lambendo as palavras
que brotam
em caixa baixa.
como se elas fossem eróticas
como se elas fossem mulheres
como se elas fodessem.
dentro de meus embaraços poemo
souco roco
loco do pau ouco.
idiota inédito
em bustrofédon.
fico lambendo as palavras
que brotam
em caixa baixa.
como se elas fossem eróticas
como se elas fossem mulheres
como se elas fodessem.
dentro de meus embaraços poemo
souco roco
loco do pau ouco.
5.2.08
F I M
Com o término de correndo da carranca do carimbo, caramba! este blog volta com sua programação normal. Bom apetite.
feira livre
Oito dias depois da morte do nove, noves fora, foram os outros oito, quarta, pra feira.
- Olha a aaalma! Olha a aaalma! Apenas uum real!
O diabo foi lá e comprou todas.
- Olha a aaalma! Olha a aaalma! Apenas uum real!
O diabo foi lá e comprou todas.
4.2.08
mas eu tenho tudo o que você precisa
- Ah! Você fez geléia do nosso filho!? Te amo mesmo assim...O meu amor também é lindo, o amor é lindo, dizem que é lindo, deve ser lindo. M. De muito. Quem será que sou eu? O alfabeto tem ciúmes?
Parece mesmo. Pintura. A tiazinha que montou enquanto fazia as promessas pra não cumprir.
- Adorei. Bem diferente. Ponto.
Mas eu só acredito vendo ao vivo. Não curto coisas mortas. Logo teremos tudo de novo. Mãos que se tocam novamente. Vejo pink onde é punk. Maldito monitor!
Nosso céu eu também não consigo ver. Sim. Reconheço essa, tô chegando ao momento maravilhoso que foi esse.
- Logo teremos a vista de novo...
Tem gente que quer conhecer o fotógrafo, eu sou só saudades, morda a língua porque foi horrível ver o sol se pôr, parece que foi há anos, parece que é domingo, parece que vou resolver logo logo logo o problema.
- Eu dei palpites na criação.
Muito amor que eu adorei. No words, no picture, mas os comentários funcionam. But. Você não tem idéia, isso sim. Acaba uma saudade e aparece outra.
Meio MM (obrigada, somos lindos, saudades, falha nossa, parece nerd, gostou, poluição, viva o seu câmpus):
- Voltou ao normal? Gosta da idéia?
Quem é que vai pro hospício? Quem é quem é quem é?
Parece mesmo. Pintura. A tiazinha que montou enquanto fazia as promessas pra não cumprir.
- Adorei. Bem diferente. Ponto.
Mas eu só acredito vendo ao vivo. Não curto coisas mortas. Logo teremos tudo de novo. Mãos que se tocam novamente. Vejo pink onde é punk. Maldito monitor!
Nosso céu eu também não consigo ver. Sim. Reconheço essa, tô chegando ao momento maravilhoso que foi esse.
- Logo teremos a vista de novo...
Tem gente que quer conhecer o fotógrafo, eu sou só saudades, morda a língua porque foi horrível ver o sol se pôr, parece que foi há anos, parece que é domingo, parece que vou resolver logo logo logo o problema.
- Eu dei palpites na criação.
Muito amor que eu adorei. No words, no picture, mas os comentários funcionam. But. Você não tem idéia, isso sim. Acaba uma saudade e aparece outra.
Meio MM (obrigada, somos lindos, saudades, falha nossa, parece nerd, gostou, poluição, viva o seu câmpus):
- Voltou ao normal? Gosta da idéia?
Quem é que vai pro hospício? Quem é quem é quem é?
3.2.08
scrap
Hoje estava tartamudeando sozinho por aqui e pensando como sou um homem triste, destes que se fabricavam antigamente, que choram em segredo e cantam quando vêem chover lá fora.
Sou o homem fabricado às antigas e minhas flores são mais frágeis que as de um ipê-roxo.
Então estava só como a fotografia. Uma sombra, um assombro, uma nesga de nada ou de talvez.
Acho que não sou nem metade daquilo.
Sou o homem fabricado às antigas e minhas flores são mais frágeis que as de um ipê-roxo.
Então estava só como a fotografia. Uma sombra, um assombro, uma nesga de nada ou de talvez.
Acho que não sou nem metade daquilo.
2.2.08
não faz muito sentido
É essa louça que nada dia nada noite, aumenta e só-faz-aumentar. Por que não aprende a tomar banho sozinha?
***
Muda-planta pra cidade-muda onde me mudo.
Na cidade onde ninguém sabe falar eu também me calei.
.
***
São só sons
barro barulho baralho esbarro espirro esporro esparro espelho vermelho velho sem chapéu chovendo chuva molhada melado moída e torrada café cá fé lá dúvida dói vida válida desvalida pétala imprecisa vida vade retro projetor de luz cinema cena menos amena vertigem ver-te gente azul amarela verde madura mas dura que nem maria-mole tudo assim associado.
***
De repente eu era um garoto que montava um quebra-cabeça quase infinito. Uma peça por dia encaixava e a figura ia se formando. Uma vez, surpreso, constatei que estava montando o meu próprio retrato.
Quando, já bem velho, completei o quebra-cabeça, descobri que montara um espelho. O garoto do começo trazia rugas e idade avançada. Então, olhando estupefato para a obra concluída, vi a morte ao fundo, armada, pronta para me pegar e foi-se a vida. Missão cumprida.
***
Muda-planta pra cidade-muda onde me mudo.
Na cidade onde ninguém sabe falar eu também me calei.
.
***
São só sons
barro barulho baralho esbarro espirro esporro esparro espelho vermelho velho sem chapéu chovendo chuva molhada melado moída e torrada café cá fé lá dúvida dói vida válida desvalida pétala imprecisa vida vade retro projetor de luz cinema cena menos amena vertigem ver-te gente azul amarela verde madura mas dura que nem maria-mole tudo assim associado.
***
De repente eu era um garoto que montava um quebra-cabeça quase infinito. Uma peça por dia encaixava e a figura ia se formando. Uma vez, surpreso, constatei que estava montando o meu próprio retrato.
Quando, já bem velho, completei o quebra-cabeça, descobri que montara um espelho. O garoto do começo trazia rugas e idade avançada. Então, olhando estupefato para a obra concluída, vi a morte ao fundo, armada, pronta para me pegar e foi-se a vida. Missão cumprida.
1.2.08
capítulo 22, post-mortem
Um dos gnomos, que prefere não ser identificado, mas ele falou indetificado, cismou de costurar o cadáver do gnomo nove.
No dia seguinte, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove, de novo.
No outro dia ainda, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove de novo.
No dia seguinte, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove, de novo.
No outro dia ainda, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove de novo.
31.1.08
cine arte 01
Em dias de cinema está vazio e tédio mora o tempo todo na cabeça e na sala, dá vontade de chorar bastante, depois correr, depois correr, depois correr como se fugindo se fugisse também do que pulula dentro de si.
Em dias assim prefiro cruzar os braços e esperar o filme começar. Só pra ver se tem happy end.
Em dias assim prefiro cruzar os braços e esperar o filme começar. Só pra ver se tem happy end.
30.1.08
29.1.08
(____________) replaying
Me lembra tudo isso também e dessas coisas não dá para esquecer nunca. Não esquece também que eu te amo e que ninguém combina melhor com a gente que nós dois. Parecem fogos, parecem fotos, uma pintura, sei lá. Coitado do... bah, esquece!
Olha a comunidade feminina gostando. Lindo, como sempre. Hoje acordei sem palavras, mas você sabe o que este silêncio significa:
(a) Mais fãs por aí.
(b) Bizarrão!
(c) A minha então.
(d) Livro da criança que voltou a estudar.
(e) Roupas da que vai viajar.
Esta dá uma saudade prassempre. Estadia um soldado potente. Dia está ensolarado pragente.
São seus olhos.
- Você sabe que flores são essas ou vou ter que perguntar pra sua vó?
- Ai, esqueci de dar um oizinho pra ela. Fica pra próxima, tá?!
Todas as impressões são digitais, todos os sei-lás são o que parecem. Música pra dormir.
Mãos que se tocam em que estamos um do outro. Pés sou eu quem está. Acabou a folga – boa aula!
Pede um sorvete e impede um soviete. Blau, blau, blau. Everything is gonna be blue, alright?! Dica do dia: manter a vida atualizada e a morte irresoluta. Dia da dica: hoje ou amanhã são tododia.
- Te amo, mas será que beijo tem dia? – pergunto só pra dizer que te amo mesmo e pra perguntar será que beijo tem dia.
Vejo uma fantasia de carnaval. Vejo uma passarela. Vejo um jovem e uma espada. Vejo uma passada e uma uva-passa que me redime.
- O único carnaval bom da minha vida foi o último.
Que foto linda. Muito essa foto. Você.
Olha a comunidade feminina gostando. Lindo, como sempre. Hoje acordei sem palavras, mas você sabe o que este silêncio significa:
(a) Mais fãs por aí.
(b) Bizarrão!
(c) A minha então.
(d) Livro da criança que voltou a estudar.
(e) Roupas da que vai viajar.
Esta dá uma saudade prassempre. Estadia um soldado potente. Dia está ensolarado pragente.
São seus olhos.
- Você sabe que flores são essas ou vou ter que perguntar pra sua vó?
- Ai, esqueci de dar um oizinho pra ela. Fica pra próxima, tá?!
Todas as impressões são digitais, todos os sei-lás são o que parecem. Música pra dormir.
Mãos que se tocam em que estamos um do outro. Pés sou eu quem está. Acabou a folga – boa aula!
Pede um sorvete e impede um soviete. Blau, blau, blau. Everything is gonna be blue, alright?! Dica do dia: manter a vida atualizada e a morte irresoluta. Dia da dica: hoje ou amanhã são tododia.
- Te amo, mas será que beijo tem dia? – pergunto só pra dizer que te amo mesmo e pra perguntar será que beijo tem dia.
Vejo uma fantasia de carnaval. Vejo uma passarela. Vejo um jovem e uma espada. Vejo uma passada e uma uva-passa que me redime.
- O único carnaval bom da minha vida foi o último.
Que foto linda. Muito essa foto. Você.
28.1.08
último capítulo
Depois da morte do #9 os outros oito outros foram virando. O oito foi pra marte.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
27.1.08
último capítulo
Depois da morte do #9 os outros oito outros foram virando. O oito foi pra marte.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
26.1.08
carta desgnomificada
Há com tecer tudo o que acontecer com versões para as conversões comparadas com paradas da vida, esta dádiva cheia de dúvidas e pretextos pretos pra ninguém dormir porque têm medo temendo o escuro. Procuro e curo as mazelas de mim mesmo, mês momentâneo de minha mente tentando ser breve, brava e palavra.
Queria ter rios e critérios, almofadas e calmas fadas, tomar banho e rápido deixar de ser estranho, descer um buraco tamanho e me perder no espaço onde sub-ir o que se foi é subir.
Percorro o que escorre e persigo a fuga de seus olhos. Onde está você agora que minhas saudades tanto a necessitam?
Queria ter rios e critérios, almofadas e calmas fadas, tomar banho e rápido deixar de ser estranho, descer um buraco tamanho e me perder no espaço onde sub-ir o que se foi é subir.
Percorro o que escorre e persigo a fuga de seus olhos. Onde está você agora que minhas saudades tanto a necessitam?
25.1.08
amorcego
Feito sonar detecta tudo que é tátil de se pegar, tocar, apalpar, acariciar. Maior cego, refestela suas asas pelas brasas vermelhas de paixão: o que é uma coisa bela? Na escuridão latente, na lua cheia da gente, vampiriza-se e suga o sangue vermelho do pescoço sensual da moça que dorme tranqüila e sonha sonhos de amor na cama. Morcego:
- Não nego, carrego em mim a amálgama dor de ver verter sangue e ter prazer por cada gota que me sacia. O cálice sagrado. Meu segredo lhe agrada?
Agride. O sorriso matreiro da moça que revelava um sonho prestes a se converter em orgasmo vira um gemido, um ai, e agora o pesadelo é que ela é atracada contra a vontade. Saudade do instante imediatamente anterior. Alguma algema a ata à cama?
Morcego cabisbaixo. Morcego de cabeça pra baixo. Dependurado no teto, fino-trato, parece que traja um fraque suíço. Saboreia o sangue que escorre pelo canto da boca, saliva enquanto contempla a bela moça dormindo semi-transparente. Obra cumprida, só a marca dos dentes em seu pescoço. Vampiro:
- Firo a essência da vida porque persigo a alma. O sangue, organismo, não passa de adorno à minha missão. Uma hora eu consigo provar a todos, provando sangue visceral, vermelho, fogo, onde está o prazer.
Vermelho. O horizonte, vermelhando, anuncia o nascer de novo dia. Hora de ir embora, abrir as asas, dar adeus ao nada-testemunha. Amor cego é morcego: mama e voa.
- Não nego, carrego em mim a amálgama dor de ver verter sangue e ter prazer por cada gota que me sacia. O cálice sagrado. Meu segredo lhe agrada?
Agride. O sorriso matreiro da moça que revelava um sonho prestes a se converter em orgasmo vira um gemido, um ai, e agora o pesadelo é que ela é atracada contra a vontade. Saudade do instante imediatamente anterior. Alguma algema a ata à cama?
Morcego cabisbaixo. Morcego de cabeça pra baixo. Dependurado no teto, fino-trato, parece que traja um fraque suíço. Saboreia o sangue que escorre pelo canto da boca, saliva enquanto contempla a bela moça dormindo semi-transparente. Obra cumprida, só a marca dos dentes em seu pescoço. Vampiro:
- Firo a essência da vida porque persigo a alma. O sangue, organismo, não passa de adorno à minha missão. Uma hora eu consigo provar a todos, provando sangue visceral, vermelho, fogo, onde está o prazer.
Vermelho. O horizonte, vermelhando, anuncia o nascer de novo dia. Hora de ir embora, abrir as asas, dar adeus ao nada-testemunha. Amor cego é morcego: mama e voa.
24.1.08
armadilha de natal
Pessoas são comerciais de tevê tomando coca-cola e rindo alto de piadinhas insossas e amanhecidas. Lúgubres como um serviço hipócrita. Sensuais como a moça da propaganda de cerveja. Tão sinceras quanto a Constituição.
Na escada de espelhos as pessoas se entreolham quando vêem a si mesmas. Num misto de tímidos e estupefação. Pessoas escorrem labirínticas, como se descer fosse um exercício de engolir, como se ir-embora implicasse um trago profundo laringe abaixo, como se fosse preciso des-ser para sub-ir aonde sequer se haja.
Pessoas? São comerciais de tevê que nesta época do ano só falam no velho gordo de barbas brancas e saco vermelho de dor e cólera. Tomando coca-cola.
Na escada de espelhos as pessoas se entreolham quando vêem a si mesmas. Num misto de tímidos e estupefação. Pessoas escorrem labirínticas, como se descer fosse um exercício de engolir, como se ir-embora implicasse um trago profundo laringe abaixo, como se fosse preciso des-ser para sub-ir aonde sequer se haja.
Pessoas? São comerciais de tevê que nesta época do ano só falam no velho gordo de barbas brancas e saco vermelho de dor e cólera. Tomando coca-cola.
23.1.08
ana
Mas quem diabos seria Ana?
- Ana não existe – tranqüilizou-me o gnomo dois.
- Ana é um palíndromo bem pequenininho – acrescentou o gnomo três.
Então eu tive a certeza de que todos eram loucos e ficavam inventando pessoas.
- Ana não existe – tranqüilizou-me o gnomo dois.
- Ana é um palíndromo bem pequenininho – acrescentou o gnomo três.
Então eu tive a certeza de que todos eram loucos e ficavam inventando pessoas.
22.1.08
resumo pra quem não entendeu - ou parabéns para quem corre da carranca do carimbo, caramba!
Dormi hora e meia. No meu sonho tinha um revólver verde e quase enferrujado com o qual eu matava todas as pessoas chatas. Matei-me.
***
Um dos gnomos acordou bravo e chutou o microfone do repórter de tevê que tentava entrevistá-lo já há três dias e fazia plantão em frente ao manicômio.
Era dou-me-em-gol mas para ele todos os dias eram segundas-fúrias. O repórter insistia que eram terças-férias ou, no mínimo, quartas-frias.
- Quinta-fora! Hoje é quinta-fora!
Eu ficava no meu canto, torcendo pra que todos os dias inclusive hoje fossem mesmo é sextas-folgas. Mas era sabido.
Todo ano era coelhinho-da-páscoa-que-trazes-pra-mim. E a gnomidade louca corria se esconder os ovos para que os ovos se mostrassem espertos rápidos e encontrassem os gnomos primeiro. Aí cada ovo se escondia onde antes houvera gnomo e a criançada doida corria pra achar-comer ovo.
Eu enganei um bobo na casca do ovo.
Então.
Lembro-me do meu bambu do qual brotei em sua ponta esquerda. Lembro que ele era mamãe e me contava historinhas pra boi e gnomo dormir cor-de-abóbora. O boi ficava cor-de-burro-quando-foge mas eu sempre de-abóbora. Diabo borá.
Não acredito em aniversários.
***
Sabe por que chato matei-me? Porque Ana dá o cu. Porque o ânus é seu. Porque licor de anis é bebida de gnomo. Porque anus voam feito urubus. Porque os anais da história não guardam memória. Porque animais!
Porque aniversário.
***
Um dos gnomos acordou bravo e chutou o microfone do repórter de tevê que tentava entrevistá-lo já há três dias e fazia plantão em frente ao manicômio.
Era dou-me-em-gol mas para ele todos os dias eram segundas-fúrias. O repórter insistia que eram terças-férias ou, no mínimo, quartas-frias.
- Quinta-fora! Hoje é quinta-fora!
Eu ficava no meu canto, torcendo pra que todos os dias inclusive hoje fossem mesmo é sextas-folgas. Mas era sabido.
Todo ano era coelhinho-da-páscoa-que-trazes-pra-mim. E a gnomidade louca corria se esconder os ovos para que os ovos se mostrassem espertos rápidos e encontrassem os gnomos primeiro. Aí cada ovo se escondia onde antes houvera gnomo e a criançada doida corria pra achar-comer ovo.
Eu enganei um bobo na casca do ovo.
Então.
Lembro-me do meu bambu do qual brotei em sua ponta esquerda. Lembro que ele era mamãe e me contava historinhas pra boi e gnomo dormir cor-de-abóbora. O boi ficava cor-de-burro-quando-foge mas eu sempre de-abóbora. Diabo borá.
Não acredito em aniversários.
***
Sabe por que chato matei-me? Porque Ana dá o cu. Porque o ânus é seu. Porque licor de anis é bebida de gnomo. Porque anus voam feito urubus. Porque os anais da história não guardam memória. Porque animais!
Porque aniversário.
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