2.2.08

não faz muito sentido

É essa louça que nada dia nada noite, aumenta e só-faz-aumentar. Por que não aprende a tomar banho sozinha?

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Muda-planta pra cidade-muda onde me mudo.
Na cidade onde ninguém sabe falar eu também me calei.
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São só sons

barro barulho baralho esbarro espirro esporro esparro espelho vermelho velho sem chapéu chovendo chuva molhada melado moída e torrada café cá fé lá dúvida dói vida válida desvalida pétala imprecisa vida vade retro projetor de luz cinema cena menos amena vertigem ver-te gente azul amarela verde madura mas dura que nem maria-mole tudo assim associado.

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De repente eu era um garoto que montava um quebra-cabeça quase infinito. Uma peça por dia encaixava e a figura ia se formando. Uma vez, surpreso, constatei que estava montando o meu próprio retrato.
Quando, já bem velho, completei o quebra-cabeça, descobri que montara um espelho. O garoto do começo trazia rugas e idade avançada. Então, olhando estupefato para a obra concluída, vi a morte ao fundo, armada, pronta para me pegar e foi-se a vida. Missão cumprida.

Um comentário:

Tati disse...

Oi Primo Tudo bem??
Quanto tempo...
Sempre passo por aqui mais nunca
tinha deixado recado!!
Adorei o da louça rs
Bjus!! Tudo de Bom!!