3.8.09

18. A volta de Verinha ao varal

Arriscava um acidente, ali, dependurada novamente, a se secar, pois adiantava-se-lhe um aceno, assim, afinco, alimentando-se de tédio, abrupto, do tédio, absurdo, que era estar sozinha sob o sol, quarando, ao léu, ao vento, ao deus-dará, se é que dará, quem sabe, o fato é que Verinha estava esticada, ao céu, ou melhor, sob o céu, tão seu, tão meu, assim tantificado entrementes, amiúde, cerzindo-se, empanando-se, enquanto a água evaporava de si, abracadabrava-se, era o que importava e, óbvio, não havia diálogo porque a solidão é um silêncio absoluto fora de si.

Um comentário:

Pastorelli disse...

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