20.11.06

Cegueira

Quem dera fizesse poemas visuais
e não versos sovinas,
vozes vazias
e viagens virgens;
Quem dera sobrevoasse alvissareiro
os vértices do mapa e da alma
avistasse, incólume,
a selvageria
dos vaticínios divinos.

Mas não;
vivo às voltas com meus vícios
de linguagem, da laringe e dos sonhos:
cicerones da vida, a faltar.

3 comentários:

Bru disse...

O que seriam vicios da laringe? Sempre esbarro em algum verso... rs... Abraço!

Bruno Pessa disse...

Sim, fui eu!

Giovanna Longo disse...

Bem, penso que a escrita é a sua forma de registrar sua criação. Que assim seja.
Todo mundo tem um vício...