25.6.07

cada encontro no metrônibus é uma dúvida
um convite à vida
em dívida
um trambique
uma muleta ávida
para se aposentar

em suas dobras sempre sobra um pouco de tédio
um tanto de expectativa
um gole de poema
uma marca
e uma talvez saudade de reencontro

no metrônibus todo dia todo esbarrão
tem aspas
tem asas
mas as pessoas ainda não aprendemos a voar.

Um comentário:

Giovanna Longo disse...

Transportes coletivos despertam histórias para livros, poemas, e etc. O microcosmo de um vagão reserva tanta coisa. Observamos e somos observados o tempo todo. Está todo mundo ali, diante das mesmas circunstâncias, em um silêncio que muito poucas vezes é quebrado. O mundo dos transportes coletivos parece uma realidade paralela. Às vezes, surgem idéias...