3.5.07

A morte. Inexplicável e inexorável. Arrasta pensamentos junto com os corpos esquálidos, penetra um vazio na multidão, corrobora os sentimentos mais impossíveis de se definir. A morte, a morte, a morte. O éter no espaço. Os amantes gélidos nos motéis, as garrafas quebradas nos bares, os computadores com pane, os funcionários públicos jogando dominó na praça central, os petistas locupletando-se em qualquer lugar. A morte, a morte, a morte. A morte. Por que chega e não leva? Por que não se pergunta onde cabe? Por que existe? A morte.

A morte jamais convida a vida para se retirar.

Um comentário:

Debora disse...

sempre tem que ter os petistas, né?