18.1.10
3. Reformulação - O "InVerso" - "InVerso" virada do avesso
Batizada a cria, discutidos seus traços, restava moldá-la, dar-lhe feições. O logotipo foi construído com duas fontes: Bergell Let e Bernhard Fashion BT. A primeira é uma fonte manuscrita, transmite fluência, espontaneidade, a idéia de um rascunho publicado por acaso – como se você estivesse bisbilhotando o caderno de versos de alguém. Bernhard Fashion BT, utilizada apenas para a letra “v”, contrasta com a primeira fonte: é sóbria, econômica, objetiva. Para acentuar ainda mais o contraste, InVerso aparece espelhado, como se a palavra se refletisse de ponta-cabeça. As cores escolhidas para o logotipo são complementares – quer coisa mais síntese do inverso que preto-e-branco, preto-no-branco, branco-no-preto? O retângulo negro que permeia os “vês” (tu vês?) de InVerso no logotipo surgiu para conferir equilíbrio, estabilidade: um inverso seguro, ancorado no real.
Para começar a semana
"Literatura não é vocação, é danação. O sujeito está danado. Ele tem que fazer aquilo. Está condenado."Roberto Gomes (1944- )
17.1.10
3. Reformulação - O "InVerso" - De cabo a rabo
Suporte. Bem, suporte já viu, né? Mandamos às favas qualquer pré-ocupação com factibilidade e grafiquismo. Cansamos de herdar jeans surrados e apertar o cós, descer a bainha. InVerso é uma proposta sinestésica. A-final (sem começo nem fim sem pé nem cabeça), o tato, o paladar, o olfato também apreendem e informam. Assim, a revista propõe que suas páginas apresentem texturas, formatos, cores, cheiros que possuam relação com o texto verbal, ou sejam o texto em si – proposta que não foi inteiramente aplicada ao produto-amostra à mostra devido a limitações técnicas (não conseguimos papel com cheiro nem gosto nem tinta que brilhe no escuro; se tivéssemos, teríamos tido – a idéia compreendia isso!), porém é essencial para a compreensão do projeto.
16.1.10
Porque hoje é sábado
Os mortos
os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos
eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,
certas sinfonias
algum bater de portas,
ventanias
Ausentes
de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso
se de fato
quando vivos
acharam a mesma graça
(Ferreira Gullar)
os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos
eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,
certas sinfonias
algum bater de portas,
ventanias
Ausentes
de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso
se de fato
quando vivos
acharam a mesma graça
(Ferreira Gullar)
3. Reformulação - O "InVerso" - De cabo a rabo
InVerso é primeiridade. O sentir, primeiro. Daí sua linguagem, seu suporte, seus temas, suas imagens terem por objetivo tirar fora a venda dos olhares acostumados a pensar que jornal não é lugar pra dor da gente.
15.1.10
3. Reformulação - O "InVerso" - De cabo a rabo
InVerso apresenta seus textos em prosa poética ou verso, linguagem-nascedouro de seu nome, em simbiose com o significado literal da palavra inverso. Linguagem em verso, verso-versado, verso-proseio, inversa e avessa à aridez jornalística que metamorfoseia pessoas em erre-gês, leitura em obrigação para quem tem esforço tempo paciência. Muuuita paciência.
14.1.10
3. Reformulação - O "InVerso" - De cabo a rabo
Assim, nas páginas avessas a ordens pré-estabelecidas (pré-históricas?) da InVerso, os fatos classificados como de “destaque” e merecedores de estampa em tudo quanto é mídia desfilam ao lado de “pequenidades” ignoradas pelas redações tubarônicas.
13.1.10
3. Reformulação - O "InVerso" - De cabo a rabo
InVerso é uma revista mensal cuja proposta é debruçar-se sobre a matéria-prima cotidiano, tantas vezes vista como comum que seus aspectos insólitos, belos ou simplesmente humanos acabam mascarados sob o lodo da desimportância. Manchetar a própria ausência de notícias quando, aparentemente, não houver notícias: não há notícias por quê? Quem amordaça, cala ou esconde e sob quais justificativas?
12.1.10
11.1.10
10.1.10
9.1.10
Porque hoje é sábado
Cântico de introdução
Dize:
O vento do meu espírito
soprou sobre a vida.
E tudo que era efêmero se desfez.
E ficaste só tu, que és eterna ...
(Cecília Meireles)
Dize:
O vento do meu espírito
soprou sobre a vida.
E tudo que era efêmero se desfez.
E ficaste só tu, que és eterna ...
(Cecília Meireles)
8.1.10
Seção da sessão
Orgulho monstro de trabalhar em um jornal com história:
Estadão, que acaba de completar 135 anos.
7.1.10
6.1.10
5.1.10
4.1.10
3.1.10
2.1.10
Porque hoje é sábado
Sem você
nenhuma metáfora
traduz a falta
nenhuma imagem
exata
faca encravada
nesse silêncio
dia sem dia
piada sem graça
acordar sem você
me mata
(Frederico Barbosa)
nenhuma metáfora
traduz a falta
nenhuma imagem
exata
faca encravada
nesse silêncio
dia sem dia
piada sem graça
acordar sem você
me mata
(Frederico Barbosa)
1.1.10
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