Oito dias depois da morte do nove, noves fora, foram os outros oito, quarta, pra feira.
- Olha a aaalma! Olha a aaalma! Apenas uum real!
O diabo foi lá e comprou todas.
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5.2.08
4.2.08
mas eu tenho tudo o que você precisa
- Ah! Você fez geléia do nosso filho!? Te amo mesmo assim...O meu amor também é lindo, o amor é lindo, dizem que é lindo, deve ser lindo. M. De muito. Quem será que sou eu? O alfabeto tem ciúmes?
Parece mesmo. Pintura. A tiazinha que montou enquanto fazia as promessas pra não cumprir.
- Adorei. Bem diferente. Ponto.
Mas eu só acredito vendo ao vivo. Não curto coisas mortas. Logo teremos tudo de novo. Mãos que se tocam novamente. Vejo pink onde é punk. Maldito monitor!
Nosso céu eu também não consigo ver. Sim. Reconheço essa, tô chegando ao momento maravilhoso que foi esse.
- Logo teremos a vista de novo...
Tem gente que quer conhecer o fotógrafo, eu sou só saudades, morda a língua porque foi horrível ver o sol se pôr, parece que foi há anos, parece que é domingo, parece que vou resolver logo logo logo o problema.
- Eu dei palpites na criação.
Muito amor que eu adorei. No words, no picture, mas os comentários funcionam. But. Você não tem idéia, isso sim. Acaba uma saudade e aparece outra.
Meio MM (obrigada, somos lindos, saudades, falha nossa, parece nerd, gostou, poluição, viva o seu câmpus):
- Voltou ao normal? Gosta da idéia?
Quem é que vai pro hospício? Quem é quem é quem é?
Parece mesmo. Pintura. A tiazinha que montou enquanto fazia as promessas pra não cumprir.
- Adorei. Bem diferente. Ponto.
Mas eu só acredito vendo ao vivo. Não curto coisas mortas. Logo teremos tudo de novo. Mãos que se tocam novamente. Vejo pink onde é punk. Maldito monitor!
Nosso céu eu também não consigo ver. Sim. Reconheço essa, tô chegando ao momento maravilhoso que foi esse.
- Logo teremos a vista de novo...
Tem gente que quer conhecer o fotógrafo, eu sou só saudades, morda a língua porque foi horrível ver o sol se pôr, parece que foi há anos, parece que é domingo, parece que vou resolver logo logo logo o problema.
- Eu dei palpites na criação.
Muito amor que eu adorei. No words, no picture, mas os comentários funcionam. But. Você não tem idéia, isso sim. Acaba uma saudade e aparece outra.
Meio MM (obrigada, somos lindos, saudades, falha nossa, parece nerd, gostou, poluição, viva o seu câmpus):
- Voltou ao normal? Gosta da idéia?
Quem é que vai pro hospício? Quem é quem é quem é?
3.2.08
scrap
Hoje estava tartamudeando sozinho por aqui e pensando como sou um homem triste, destes que se fabricavam antigamente, que choram em segredo e cantam quando vêem chover lá fora.
Sou o homem fabricado às antigas e minhas flores são mais frágeis que as de um ipê-roxo.
Então estava só como a fotografia. Uma sombra, um assombro, uma nesga de nada ou de talvez.
Acho que não sou nem metade daquilo.
Sou o homem fabricado às antigas e minhas flores são mais frágeis que as de um ipê-roxo.
Então estava só como a fotografia. Uma sombra, um assombro, uma nesga de nada ou de talvez.
Acho que não sou nem metade daquilo.
2.2.08
não faz muito sentido
É essa louça que nada dia nada noite, aumenta e só-faz-aumentar. Por que não aprende a tomar banho sozinha?
***
Muda-planta pra cidade-muda onde me mudo.
Na cidade onde ninguém sabe falar eu também me calei.
.
***
São só sons
barro barulho baralho esbarro espirro esporro esparro espelho vermelho velho sem chapéu chovendo chuva molhada melado moída e torrada café cá fé lá dúvida dói vida válida desvalida pétala imprecisa vida vade retro projetor de luz cinema cena menos amena vertigem ver-te gente azul amarela verde madura mas dura que nem maria-mole tudo assim associado.
***
De repente eu era um garoto que montava um quebra-cabeça quase infinito. Uma peça por dia encaixava e a figura ia se formando. Uma vez, surpreso, constatei que estava montando o meu próprio retrato.
Quando, já bem velho, completei o quebra-cabeça, descobri que montara um espelho. O garoto do começo trazia rugas e idade avançada. Então, olhando estupefato para a obra concluída, vi a morte ao fundo, armada, pronta para me pegar e foi-se a vida. Missão cumprida.
***
Muda-planta pra cidade-muda onde me mudo.
Na cidade onde ninguém sabe falar eu também me calei.
.
***
São só sons
barro barulho baralho esbarro espirro esporro esparro espelho vermelho velho sem chapéu chovendo chuva molhada melado moída e torrada café cá fé lá dúvida dói vida válida desvalida pétala imprecisa vida vade retro projetor de luz cinema cena menos amena vertigem ver-te gente azul amarela verde madura mas dura que nem maria-mole tudo assim associado.
***
De repente eu era um garoto que montava um quebra-cabeça quase infinito. Uma peça por dia encaixava e a figura ia se formando. Uma vez, surpreso, constatei que estava montando o meu próprio retrato.
Quando, já bem velho, completei o quebra-cabeça, descobri que montara um espelho. O garoto do começo trazia rugas e idade avançada. Então, olhando estupefato para a obra concluída, vi a morte ao fundo, armada, pronta para me pegar e foi-se a vida. Missão cumprida.
1.2.08
capítulo 22, post-mortem
Um dos gnomos, que prefere não ser identificado, mas ele falou indetificado, cismou de costurar o cadáver do gnomo nove.
No dia seguinte, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove, de novo.
No outro dia ainda, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove de novo.
No dia seguinte, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove, de novo.
No outro dia ainda, o mesmo gnomo que prefere não ser identificado mas falou indetificado cismou de costurar o cadáver do gnomo nove de novo.
31.1.08
cine arte 01
Em dias de cinema está vazio e tédio mora o tempo todo na cabeça e na sala, dá vontade de chorar bastante, depois correr, depois correr, depois correr como se fugindo se fugisse também do que pulula dentro de si.
Em dias assim prefiro cruzar os braços e esperar o filme começar. Só pra ver se tem happy end.
Em dias assim prefiro cruzar os braços e esperar o filme começar. Só pra ver se tem happy end.
30.1.08
29.1.08
(____________) replaying
Me lembra tudo isso também e dessas coisas não dá para esquecer nunca. Não esquece também que eu te amo e que ninguém combina melhor com a gente que nós dois. Parecem fogos, parecem fotos, uma pintura, sei lá. Coitado do... bah, esquece!
Olha a comunidade feminina gostando. Lindo, como sempre. Hoje acordei sem palavras, mas você sabe o que este silêncio significa:
(a) Mais fãs por aí.
(b) Bizarrão!
(c) A minha então.
(d) Livro da criança que voltou a estudar.
(e) Roupas da que vai viajar.
Esta dá uma saudade prassempre. Estadia um soldado potente. Dia está ensolarado pragente.
São seus olhos.
- Você sabe que flores são essas ou vou ter que perguntar pra sua vó?
- Ai, esqueci de dar um oizinho pra ela. Fica pra próxima, tá?!
Todas as impressões são digitais, todos os sei-lás são o que parecem. Música pra dormir.
Mãos que se tocam em que estamos um do outro. Pés sou eu quem está. Acabou a folga – boa aula!
Pede um sorvete e impede um soviete. Blau, blau, blau. Everything is gonna be blue, alright?! Dica do dia: manter a vida atualizada e a morte irresoluta. Dia da dica: hoje ou amanhã são tododia.
- Te amo, mas será que beijo tem dia? – pergunto só pra dizer que te amo mesmo e pra perguntar será que beijo tem dia.
Vejo uma fantasia de carnaval. Vejo uma passarela. Vejo um jovem e uma espada. Vejo uma passada e uma uva-passa que me redime.
- O único carnaval bom da minha vida foi o último.
Que foto linda. Muito essa foto. Você.
Olha a comunidade feminina gostando. Lindo, como sempre. Hoje acordei sem palavras, mas você sabe o que este silêncio significa:
(a) Mais fãs por aí.
(b) Bizarrão!
(c) A minha então.
(d) Livro da criança que voltou a estudar.
(e) Roupas da que vai viajar.
Esta dá uma saudade prassempre. Estadia um soldado potente. Dia está ensolarado pragente.
São seus olhos.
- Você sabe que flores são essas ou vou ter que perguntar pra sua vó?
- Ai, esqueci de dar um oizinho pra ela. Fica pra próxima, tá?!
Todas as impressões são digitais, todos os sei-lás são o que parecem. Música pra dormir.
Mãos que se tocam em que estamos um do outro. Pés sou eu quem está. Acabou a folga – boa aula!
Pede um sorvete e impede um soviete. Blau, blau, blau. Everything is gonna be blue, alright?! Dica do dia: manter a vida atualizada e a morte irresoluta. Dia da dica: hoje ou amanhã são tododia.
- Te amo, mas será que beijo tem dia? – pergunto só pra dizer que te amo mesmo e pra perguntar será que beijo tem dia.
Vejo uma fantasia de carnaval. Vejo uma passarela. Vejo um jovem e uma espada. Vejo uma passada e uma uva-passa que me redime.
- O único carnaval bom da minha vida foi o último.
Que foto linda. Muito essa foto. Você.
28.1.08
último capítulo
Depois da morte do #9 os outros oito outros foram virando. O oito foi pra marte.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
27.1.08
último capítulo
Depois da morte do #9 os outros oito outros foram virando. O oito foi pra marte.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
Depois de marte do #8 o assento sete vagou e sentindo muito lá se foram. O sete foi buscar o oito que só não pegou o nove porque do além tinha medo.
O nove, vocês sabem, morreu, noves fora.
26.1.08
carta desgnomificada
Há com tecer tudo o que acontecer com versões para as conversões comparadas com paradas da vida, esta dádiva cheia de dúvidas e pretextos pretos pra ninguém dormir porque têm medo temendo o escuro. Procuro e curo as mazelas de mim mesmo, mês momentâneo de minha mente tentando ser breve, brava e palavra.
Queria ter rios e critérios, almofadas e calmas fadas, tomar banho e rápido deixar de ser estranho, descer um buraco tamanho e me perder no espaço onde sub-ir o que se foi é subir.
Percorro o que escorre e persigo a fuga de seus olhos. Onde está você agora que minhas saudades tanto a necessitam?
Queria ter rios e critérios, almofadas e calmas fadas, tomar banho e rápido deixar de ser estranho, descer um buraco tamanho e me perder no espaço onde sub-ir o que se foi é subir.
Percorro o que escorre e persigo a fuga de seus olhos. Onde está você agora que minhas saudades tanto a necessitam?
25.1.08
amorcego
Feito sonar detecta tudo que é tátil de se pegar, tocar, apalpar, acariciar. Maior cego, refestela suas asas pelas brasas vermelhas de paixão: o que é uma coisa bela? Na escuridão latente, na lua cheia da gente, vampiriza-se e suga o sangue vermelho do pescoço sensual da moça que dorme tranqüila e sonha sonhos de amor na cama. Morcego:
- Não nego, carrego em mim a amálgama dor de ver verter sangue e ter prazer por cada gota que me sacia. O cálice sagrado. Meu segredo lhe agrada?
Agride. O sorriso matreiro da moça que revelava um sonho prestes a se converter em orgasmo vira um gemido, um ai, e agora o pesadelo é que ela é atracada contra a vontade. Saudade do instante imediatamente anterior. Alguma algema a ata à cama?
Morcego cabisbaixo. Morcego de cabeça pra baixo. Dependurado no teto, fino-trato, parece que traja um fraque suíço. Saboreia o sangue que escorre pelo canto da boca, saliva enquanto contempla a bela moça dormindo semi-transparente. Obra cumprida, só a marca dos dentes em seu pescoço. Vampiro:
- Firo a essência da vida porque persigo a alma. O sangue, organismo, não passa de adorno à minha missão. Uma hora eu consigo provar a todos, provando sangue visceral, vermelho, fogo, onde está o prazer.
Vermelho. O horizonte, vermelhando, anuncia o nascer de novo dia. Hora de ir embora, abrir as asas, dar adeus ao nada-testemunha. Amor cego é morcego: mama e voa.
- Não nego, carrego em mim a amálgama dor de ver verter sangue e ter prazer por cada gota que me sacia. O cálice sagrado. Meu segredo lhe agrada?
Agride. O sorriso matreiro da moça que revelava um sonho prestes a se converter em orgasmo vira um gemido, um ai, e agora o pesadelo é que ela é atracada contra a vontade. Saudade do instante imediatamente anterior. Alguma algema a ata à cama?
Morcego cabisbaixo. Morcego de cabeça pra baixo. Dependurado no teto, fino-trato, parece que traja um fraque suíço. Saboreia o sangue que escorre pelo canto da boca, saliva enquanto contempla a bela moça dormindo semi-transparente. Obra cumprida, só a marca dos dentes em seu pescoço. Vampiro:
- Firo a essência da vida porque persigo a alma. O sangue, organismo, não passa de adorno à minha missão. Uma hora eu consigo provar a todos, provando sangue visceral, vermelho, fogo, onde está o prazer.
Vermelho. O horizonte, vermelhando, anuncia o nascer de novo dia. Hora de ir embora, abrir as asas, dar adeus ao nada-testemunha. Amor cego é morcego: mama e voa.
24.1.08
armadilha de natal
Pessoas são comerciais de tevê tomando coca-cola e rindo alto de piadinhas insossas e amanhecidas. Lúgubres como um serviço hipócrita. Sensuais como a moça da propaganda de cerveja. Tão sinceras quanto a Constituição.
Na escada de espelhos as pessoas se entreolham quando vêem a si mesmas. Num misto de tímidos e estupefação. Pessoas escorrem labirínticas, como se descer fosse um exercício de engolir, como se ir-embora implicasse um trago profundo laringe abaixo, como se fosse preciso des-ser para sub-ir aonde sequer se haja.
Pessoas? São comerciais de tevê que nesta época do ano só falam no velho gordo de barbas brancas e saco vermelho de dor e cólera. Tomando coca-cola.
Na escada de espelhos as pessoas se entreolham quando vêem a si mesmas. Num misto de tímidos e estupefação. Pessoas escorrem labirínticas, como se descer fosse um exercício de engolir, como se ir-embora implicasse um trago profundo laringe abaixo, como se fosse preciso des-ser para sub-ir aonde sequer se haja.
Pessoas? São comerciais de tevê que nesta época do ano só falam no velho gordo de barbas brancas e saco vermelho de dor e cólera. Tomando coca-cola.
23.1.08
ana
Mas quem diabos seria Ana?
- Ana não existe – tranqüilizou-me o gnomo dois.
- Ana é um palíndromo bem pequenininho – acrescentou o gnomo três.
Então eu tive a certeza de que todos eram loucos e ficavam inventando pessoas.
- Ana não existe – tranqüilizou-me o gnomo dois.
- Ana é um palíndromo bem pequenininho – acrescentou o gnomo três.
Então eu tive a certeza de que todos eram loucos e ficavam inventando pessoas.
22.1.08
resumo pra quem não entendeu - ou parabéns para quem corre da carranca do carimbo, caramba!
Dormi hora e meia. No meu sonho tinha um revólver verde e quase enferrujado com o qual eu matava todas as pessoas chatas. Matei-me.
***
Um dos gnomos acordou bravo e chutou o microfone do repórter de tevê que tentava entrevistá-lo já há três dias e fazia plantão em frente ao manicômio.
Era dou-me-em-gol mas para ele todos os dias eram segundas-fúrias. O repórter insistia que eram terças-férias ou, no mínimo, quartas-frias.
- Quinta-fora! Hoje é quinta-fora!
Eu ficava no meu canto, torcendo pra que todos os dias inclusive hoje fossem mesmo é sextas-folgas. Mas era sabido.
Todo ano era coelhinho-da-páscoa-que-trazes-pra-mim. E a gnomidade louca corria se esconder os ovos para que os ovos se mostrassem espertos rápidos e encontrassem os gnomos primeiro. Aí cada ovo se escondia onde antes houvera gnomo e a criançada doida corria pra achar-comer ovo.
Eu enganei um bobo na casca do ovo.
Então.
Lembro-me do meu bambu do qual brotei em sua ponta esquerda. Lembro que ele era mamãe e me contava historinhas pra boi e gnomo dormir cor-de-abóbora. O boi ficava cor-de-burro-quando-foge mas eu sempre de-abóbora. Diabo borá.
Não acredito em aniversários.
***
Sabe por que chato matei-me? Porque Ana dá o cu. Porque o ânus é seu. Porque licor de anis é bebida de gnomo. Porque anus voam feito urubus. Porque os anais da história não guardam memória. Porque animais!
Porque aniversário.
***
Um dos gnomos acordou bravo e chutou o microfone do repórter de tevê que tentava entrevistá-lo já há três dias e fazia plantão em frente ao manicômio.
Era dou-me-em-gol mas para ele todos os dias eram segundas-fúrias. O repórter insistia que eram terças-férias ou, no mínimo, quartas-frias.
- Quinta-fora! Hoje é quinta-fora!
Eu ficava no meu canto, torcendo pra que todos os dias inclusive hoje fossem mesmo é sextas-folgas. Mas era sabido.
Todo ano era coelhinho-da-páscoa-que-trazes-pra-mim. E a gnomidade louca corria se esconder os ovos para que os ovos se mostrassem espertos rápidos e encontrassem os gnomos primeiro. Aí cada ovo se escondia onde antes houvera gnomo e a criançada doida corria pra achar-comer ovo.
Eu enganei um bobo na casca do ovo.
Então.
Lembro-me do meu bambu do qual brotei em sua ponta esquerda. Lembro que ele era mamãe e me contava historinhas pra boi e gnomo dormir cor-de-abóbora. O boi ficava cor-de-burro-quando-foge mas eu sempre de-abóbora. Diabo borá.
Não acredito em aniversários.
***
Sabe por que chato matei-me? Porque Ana dá o cu. Porque o ânus é seu. Porque licor de anis é bebida de gnomo. Porque anus voam feito urubus. Porque os anais da história não guardam memória. Porque animais!
Porque aniversário.
21.1.08
conto, mas não conto
Após ascender, assentei-me e acendi o cadafalso. Vendo-o em chamas, ainda lembrava-me do cadafalco acentuado, pra onde fui depois do acidente incidental. Assertei rapidamente que era hora de acertar-me. Afeado estava quando afiei com afinco minha ansiedade curiosa. Na verdade não era afim daquilo. A fim de quê busquei este fim?
E, em um instante, um súbito alvoroço alvorotou por mim, já augusto, naquele local angusto, inóspito. Vi uma anunciação enunciada.
Embora em vida não tivesse sido imoral, encontrava-me totalmente amoral naquela situação singular. Reconheci a área e conhecia a ária. Arriei os pálidos sentimentos. Livre estava dos arreios.
Foi quando então, percebi a origem da cantiga. O bocal da flauta bucal incessava, por detrás do verde buxo, com um bucho assoprando. Avistei todos os falecidos cabidos, que também tomavam parte naquele cenário estranho. Alguns trajavam finas roupas recém-retiradas dos cabides. E o cardíaco defunto cardeal apenas acompanhava, saindo da cela, montado na sua sela amarela.
A forte cerração prejudicava o tardio censo celestial, enquanto a serração sem senso continuava incessante sobre a carnificina da oficina vizinha. No longínquo chalé, ao mesmo tempo, estava o xá, já morto também, tomando chá serrado do dono do xale, que ostentava sabiamente, chistoso.
Existia, ao fundo, um belo campo xistoso, onde floresciam muitas cidras com sabor adocicado de sidra. No lago, ao lado, um gracioso corso. À margem, um corço embebedando-se de água, enquanto um sério sírio segurava círios, misteriosamente.
Dentro da chácara, uma sessão seccional cedia bonitas xácaras concertadas, sem mínimos consertos. As moças jovens cosiam coisas na cozinha, cúpidas da conjuntura cupida, o que acredito ser apenas uma conjetura.
Diferi o olhar, deferindo a pedidos, agradando aos desgraçados degredados degradados. Todavia, com muita discrição, me aventurei a continuar a descrição, descriminando, indiscriminadamente, todos os envolvidos.
E meu julgamento? Não sei, creio que fui dispensado. E, pasme, já me encontrava na despensa do local, onde entrei despercebido, e totalmente desapercebido.
Dissequei o local, dessecando as lágrimas tristes que ainda emergiam de meus olhos imergentes. Iminentemente me deparei com o eminente-mor, continuando, mesmo assim, a considerá-lo imérito. Ele imitiu-me oficialmente, emitindo edito próprio. Aproveitei para espiá-lo, expiando-me em seguida.
Minha estadia estava por deveras longa, informava a estádia. Esperto era, ora, mas não experto o suficiente. Permaneci estático, extático, na estância instada. As estratos alertavam-me como se fossem extratos de doces perfumes azuis. Estripei, extirpando-me.
Estava completamente fasto. Apesar dos pesares, sentia-me fausto em meio a tanta aridez férvida, fervida. As fragâncias por mim captadas flagravam as flores floridas e flóridas próximas dali. Aquele aroma fútil e fúsil fuzilava os fusíveis de meu coração, libertando das guaridas as mais dolorosas lembranças.
Das guaritas saíam os incertos guardas insertos, incipiando atitudes insipientes. Incontinenti, correram incontinentes e indefensos, como verdadeiros indefessos infringindo as regras. Tudo bem, depois seriam corretamente infligidos por tal desobediência, já que não eram mais intemeratos, mas sim somente intimoratos.
Continuei por ali, vagando vagabundo, por toda a eternidade. Este foi meu destino sem tino, vadiar pelo paraíso obscuro, desprovido da beleza inexata do Éden. Talvez fosse melhor não ter morrido, continuar um inválido valido nas mãos do velho mundo terreno.
E, em um instante, um súbito alvoroço alvorotou por mim, já augusto, naquele local angusto, inóspito. Vi uma anunciação enunciada.
Embora em vida não tivesse sido imoral, encontrava-me totalmente amoral naquela situação singular. Reconheci a área e conhecia a ária. Arriei os pálidos sentimentos. Livre estava dos arreios.
Foi quando então, percebi a origem da cantiga. O bocal da flauta bucal incessava, por detrás do verde buxo, com um bucho assoprando. Avistei todos os falecidos cabidos, que também tomavam parte naquele cenário estranho. Alguns trajavam finas roupas recém-retiradas dos cabides. E o cardíaco defunto cardeal apenas acompanhava, saindo da cela, montado na sua sela amarela.
A forte cerração prejudicava o tardio censo celestial, enquanto a serração sem senso continuava incessante sobre a carnificina da oficina vizinha. No longínquo chalé, ao mesmo tempo, estava o xá, já morto também, tomando chá serrado do dono do xale, que ostentava sabiamente, chistoso.
Existia, ao fundo, um belo campo xistoso, onde floresciam muitas cidras com sabor adocicado de sidra. No lago, ao lado, um gracioso corso. À margem, um corço embebedando-se de água, enquanto um sério sírio segurava círios, misteriosamente.
Dentro da chácara, uma sessão seccional cedia bonitas xácaras concertadas, sem mínimos consertos. As moças jovens cosiam coisas na cozinha, cúpidas da conjuntura cupida, o que acredito ser apenas uma conjetura.
Diferi o olhar, deferindo a pedidos, agradando aos desgraçados degredados degradados. Todavia, com muita discrição, me aventurei a continuar a descrição, descriminando, indiscriminadamente, todos os envolvidos.
E meu julgamento? Não sei, creio que fui dispensado. E, pasme, já me encontrava na despensa do local, onde entrei despercebido, e totalmente desapercebido.
Dissequei o local, dessecando as lágrimas tristes que ainda emergiam de meus olhos imergentes. Iminentemente me deparei com o eminente-mor, continuando, mesmo assim, a considerá-lo imérito. Ele imitiu-me oficialmente, emitindo edito próprio. Aproveitei para espiá-lo, expiando-me em seguida.
Minha estadia estava por deveras longa, informava a estádia. Esperto era, ora, mas não experto o suficiente. Permaneci estático, extático, na estância instada. As estratos alertavam-me como se fossem extratos de doces perfumes azuis. Estripei, extirpando-me.
Estava completamente fasto. Apesar dos pesares, sentia-me fausto em meio a tanta aridez férvida, fervida. As fragâncias por mim captadas flagravam as flores floridas e flóridas próximas dali. Aquele aroma fútil e fúsil fuzilava os fusíveis de meu coração, libertando das guaridas as mais dolorosas lembranças.
Das guaritas saíam os incertos guardas insertos, incipiando atitudes insipientes. Incontinenti, correram incontinentes e indefensos, como verdadeiros indefessos infringindo as regras. Tudo bem, depois seriam corretamente infligidos por tal desobediência, já que não eram mais intemeratos, mas sim somente intimoratos.
Continuei por ali, vagando vagabundo, por toda a eternidade. Este foi meu destino sem tino, vadiar pelo paraíso obscuro, desprovido da beleza inexata do Éden. Talvez fosse melhor não ter morrido, continuar um inválido valido nas mãos do velho mundo terreno.
20.1.08
é
O gnomo de número sete sentou-se e pensou um bocado antes de meter a boca no de número três trêmulo que trouxe um doce de chocolate para o de número um que fez hum-hum e voou lá perto do de número cinco que botou fivela no cinco e fugiu.
Os outros eram pares menos o de número nove que se enforcou de inveja.
Os outros eram pares menos o de número nove que se enforcou de inveja.
19.1.08
o que passou, passou
O descapítulo anterior foi a primeira participação dela por aqui, quase sem querer. Haverá outras.
A seguir, cenas do próximo capítulo.
A seguir, cenas do próximo capítulo.
18.1.08
(____________)
Era minha foto favorita. Enquanto batiam as saudades do churrasco do meu sogro, ele assado se batendo as saudades.
- Estou aqui para deixar um comentário. Te prometi um cretino, mas não sei se vou conseguir.
E você veio, e tudo ficou perfeito. Enquanto eu achei um professor de Photoshop e logo logo me perdi do Photoshop porque havia nele o professor.
Adoro os cachos e as massas e a comunidade feminina aprova. Tá parecendo aquelas fotos de espírito. Vade retro!
- Só passei aqui para deixar um beijo nessas suas bolas psicodélicas.
Aulas de Photoshop, já eram ainda que se foram sido tivessem. Ficou legal mesmo. È só você fazer essas coisas legais que já aparece fã-clube. Eu sou a presidente, vitalícia. Cuidado, tenha medo do DNA. Te amo mais que as outras fãs.
Lindo o que você tirou.
- Passei por aqui para registrar a minha saudade. Feliz Ano Novo e Bom Natal, que tudo se realize no Carnaval.
Consegui comentar desta vez, no meio da aula de biologia. Não era Photoshop?
- Olha só quem apareceu por aqui! Mudei de nome, mas estou ouvindo um CD certo, uma adorável surpresa pontiaguda...
Tô tomando sundae. O que isso te lembra?
- Consegui comentar aqui.
- Estou aqui para deixar um comentário. Te prometi um cretino, mas não sei se vou conseguir.
E você veio, e tudo ficou perfeito. Enquanto eu achei um professor de Photoshop e logo logo me perdi do Photoshop porque havia nele o professor.
Adoro os cachos e as massas e a comunidade feminina aprova. Tá parecendo aquelas fotos de espírito. Vade retro!
- Só passei aqui para deixar um beijo nessas suas bolas psicodélicas.
Aulas de Photoshop, já eram ainda que se foram sido tivessem. Ficou legal mesmo. È só você fazer essas coisas legais que já aparece fã-clube. Eu sou a presidente, vitalícia. Cuidado, tenha medo do DNA. Te amo mais que as outras fãs.
Lindo o que você tirou.
- Passei por aqui para registrar a minha saudade. Feliz Ano Novo e Bom Natal, que tudo se realize no Carnaval.
Consegui comentar desta vez, no meio da aula de biologia. Não era Photoshop?
- Olha só quem apareceu por aqui! Mudei de nome, mas estou ouvindo um CD certo, uma adorável surpresa pontiaguda...
Tô tomando sundae. O que isso te lembra?
- Consegui comentar aqui.
17.1.08
teste2
Eram felizes idéias dos deveres compridos de verem cumpridos. Traziam-lhes aparados os discos e tvs e mentes belos. Os gnomos mais famosos dos mundos, agora e nas horas de nossas mortes amém, inventores de telefones e tele-senas públicos param anões. Os gnomos mais folgados dos mundos delgados dos gados, agora e nas horas de nossas mortes amém, inventores de controles remotos e motos controladoras de pensamentos e mentos sabores vários. Os gnomos mais gordos dos gor mundos, agora e nas horas de nossas mortes amém, uns gomos de mexericas mexericadas.
Eram felizes idéias e seus nomens homes eram “Eram felizes idéias”.
(Achamos mas não encontramos que as idéias não se vingaram das mortes que se experimentaram!)
Eram felizes idéias e seus nomens homes eram “Eram felizes idéias”.
(Achamos mas não encontramos que as idéias não se vingaram das mortes que se experimentaram!)
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