18.2.10
17.2.10
Um quadro às quartas
La danse au Moulin-Rouge: la goulue et valentin le désossé, 1895Obra de Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864-1901)
16.2.10
No radinho de pilha
"Ela é anarquista, ela é terrorista da faixa de Gaza
E fez meu sonho em pesadelo se acabar"
15.2.10
Para começar a semana
“O historiador e o poeta pode fazer-se agricultor, mas um dia lá se lhe converte o arado em pena, e as musas voltam a ocupar o lugar que se lhes deve.”Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908)
14.2.10
13.2.10
Porque hoje é sábado
Precisão
O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.
(Clarice Lispector)
O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.
(Clarice Lispector)
12.2.10
11.2.10
Instante da estante
SANT'ANNA, Sérgio. Um romance de geração. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 10.2.10
Acerca das constatações humanas possíveis
O mundo é um problema porque há muita beleza acumulada pelos cantos. Então a gente fica se distraindo, distraindo. E quando vê, já foi.
9.2.10
8.2.10
Para começar a semana
"Não é mais o escritor que está em processo de extinção, mas sim o leitor que anda por demais fugidio. O que poderá fazer o escritor sem o leitor, que é seu cúmplice?"Lygia de Azevedo Fagundes Telles (1923- )
7.2.10
6.2.10
5.2.10
4.2.10
Instante da estante
MORAES, Vinicius de. O melhor de Vinicius de Moraes. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.Ensaio para não sonhar
Escorre pelas mãos tudo aquilo que não escorrega das mãos:
arranhões
amanhãs
erros
berros
textos ateus à-toa, à-toa.
O que sobra, soçobra, é um pedaço amassado de mim:
ferido
arisco
monobloco
troglodita
restos degringolados de uma rima.
As invenções, se boas, são por acaso.
arranhões
amanhãs
erros
berros
textos ateus à-toa, à-toa.
O que sobra, soçobra, é um pedaço amassado de mim:
ferido
arisco
monobloco
troglodita
restos degringolados de uma rima.
As invenções, se boas, são por acaso.
3.2.10
2.2.10
Sonho bom
É tão bonito ver você dormindo ao meu lado que dá vontade de permanecer acordado o tempo todo só para observá-la. Mas aí me lembro que é bem melhor deitar junto, abraçá-la, envolvê-la num sonho que é meu mas também pode ser nosso.
Se for sempre assim, prefiro nem acordar.
Se for sempre assim, prefiro nem acordar.
1.2.10
Para começar a semana
“Através do enredo, vou tramando as minhas denúncias nos romances e nos contos. Mas sempre disfarçadamente, com uma certa névoa de sombra ou de mistério.”Lygia de Azevedo Fagundes Telles (1923- )
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