No fundo é nisso que me espelho: escondo pequenezes, persigo tristezas, desinvento traços de paz; como se tudo o que já não nasce feito, completo, sonolento, fosse possível; como se o desdém se autodigerisse incólume dentro de tanta burrice; como se eu, solitário, soubesse contar cada passo e eles coubessem na menor cabeça do menor alfinete do mundo.
Mas, nada. O espelho coleciona pedaços.
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