O que acontece é que, coisa que ninguém se esquece, a concepção antiga ainda subsiste em algumas cabeças: o poeta como figura mística, arrebatada por um furor sagrado, visitante do recinto das musas... O poeta em estado de delírio, pois lírico... Platão dizendo que o poetizar só o é sob influência ditirâmbica de Dionísio. Eis o poder delirante da musicalidade das palavras, do verso, do metro.
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