ao meu redor
os deuses fritam coisas
em desuso
e hambúrgueres de pessoas vivas
- um fedor
de dar dó
e doer a ponta
oposta dos dedos
da mão direita.
ao meu redor
uma pilha de manuscritos
demonstra a incerteza
entre se masturbar
pensar
e sentir
- quase me esqueço
que ainda há pessoas
vivas.
ao meu redor
sou eu mais um pouco
diluído em
atmosfera.
Sempre tem algo ao nosso redor
ResponderExcluirGosto disso... sabe perceber que sempre tem algo... a nos observar, a nos...
ResponderExcluirbelo poema, bem reflexivo!
abrass
http://duduinferninho.zip.net/