17.11.05

Sins

Como se fosse possível apunhalar o próprio umbigo, defenestrou-se rumo ao abismo.
Respirava o ar impuro dos pusilânimes e fracos. Não sonhava, não se sabia, não era.
Em dias de escuridão, brincava de inventar estrelas.
No inverno, saía para colhê-las. Jamais conseguia, não as encontrava.
Era todo de negações. Negava até o não.
Em vinte e três de maio de dois mil e seis, alguma coisa vai lhe acontecer.

3 comentários:

  1. Olá Edison!

    Quem viver
    verá...



    Abraços do CC.

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  2. Sim, quem viver verá.
    Mas por que, dia 23 de maio de 2006?
    Eu sou, eu não sei.
    Eu soube, mas não acreditei.

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  3. Anônimo02:18

    Soh pra dar uma espiada...

    Esse encosto do Manoel de Barros turva as suas imagens. Xô!

    Mas tem do q eh bom aih, um pouco diluido demais talvez.

    Eis o trecho-imagem memoravel (em notacao didatica):

    um punhal no proprio
    umbigo: defenestrado no abismo

    pro resto: je t'en prie, pare de explicar as coisas!

    Vou lendo...

    Abracao

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