23.8.05

De Aniversário

Deu a ela uma rosa dos ventos, que prontamente se foi despetalada em bem-me-queres.
Desnorteada, viu-se de cruz em punho para endeusar o que quisesse:
- Saravá, poesia! Abra e cadabra que hoje eu quero tropeçar nas velinhas de bolo novo!

Deu a ela um bolo para morar no porta-retratos de família ao lado da bola.
Ela chutou e marcou cinco gols de placa.
Era MHB 2005 e tinha Rio de Janeiro - RJ escrito em cima.

Deu a ela um pouco de esperança plantada num vaso. Era para ficar ao lado da janela.
Mas deram a descarga.

4 comentários:

  1. Edson,

    Obrigada pelo comentário lá no blog...Sim, vc já deve ter passado por lá antes. Adorei o seu conto, esse final é ótimo.
    Beijos

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  2. Anônimo17:07

    te amo

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  3. Anônimo20:23

    Mais um texto de alto nível por aqui.

    Saudações do Cárcere

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  4. Obrigada, querido amigo, pelo micro-texto poema. Amei.

    beijos,

    Mhel
    http://www.ovoazulturquesa.blogspot.com

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